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Hóspedes em alojamento turístico sobem 4% para 3,3 milhões em maio – INE
A hotelaria nacional viu o número de dormidas aproximar-se dos oito milhões e os proveitos financeiros escalarem para mais de 755 milhões de euros, com o Alentejo e o Norte a liderarem os ganhos regionais.
Por Redação
Publicado em 30/06/2026 14:44
Economia
@Lusa

Lisboa, 30 jun 2026 (Lusa) — A atividade turística em território nacional manteve o ritmo de expansão durante o passado mês de maio, período em que as unidades de alojamento locais e hoteleiras acolheram cerca de 3,3 milhões de turistas, traduzindo um acréscimo homólogo de 3,9%, de acordo com os dados estatísticos partilhados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em paralelo com este reforço no fluxo de visitantes, o volume global de dormidas contabilizadas no país subiu 2,8%, fixando-se na fasquia dos oito milhões. Esta dinâmica operacional refletiu-se de forma direta na performance financeira das empresas do setor, cujas receitas totais escalaram para os 755,7 milhões de euros, ao passo que os proveitos associados especificamente à componente de aposento somaram 575,1 milhões de euros, representando subidas de 5,8% e 4,8%, respetivamente.

A evolução do mercado ao longo do mês em análise ficou marcada por uma forte recuperação no consumo interno, com as dormidas por parte de cidadãos nacionais a dispararem 7,6% — atingindo os 2,1 milhões —, anulando a contração de 1,2% verificada no mês de abril. Já o contingente de viajantes internacionais manteve uma tendência ascendente mais moderada, progredindo 1,1% para um total de 5,9 milhões de dormidas. No xadrez dos mercados emissores internacionais, as dez principais nacionalidades representaram mais de três quartos das estadias estrangeiras, mantendo-se o Reino Unido na liderança com uma quota de 19%, apesar de ter registado uma ligeira retração de 1,1%. Em sentido oposto, os mercados do Brasil e da Alemanha evidenciaram os crescimentos mais vigorosos, com subidas de 9,3% e 8,6%, contrastando com o mercado francês, que registou a queda mais acentuada de maio ao encolher 11,3%.

Na distribuição geográfica dos resultados pelo mapa nacional, as regiões do Alentejo e do Norte destacaram-se como os motores de crescimento na ocupação global, registando progressões de 10% e 6,7%, respetivamente. No que concerne exclusivamente aos turistas portugueses, a permanência hoteleira cresceu de forma generalizada em quase todo o país, sendo as exceções os Açores, que sofreram um recuo de 8%, e os principais destaques positivos as zonas da Península de Setúbal e novamente do Alentejo. Por fim, no capítulo da rentabilidade por unidade de alojamento, o INE revelou que o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) se fixou nos 84 euros, o que equivale a uma subida de 0,7%, ao passo que o preço médio por quarto ocupado (ADR) cresceu 2,4%, atingindo o valor de 130,9 euros.

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