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Exército dos Estados Unidos encerra nova onda de ataques aéreos no Irão
Bombardeamentos atingem o norte do país pela primeira vez e Guarda Revolucionária ameaça cortar todo o fornecimento de energia do Médio Oriente se bloqueio naval continuar.
Por Redação
Publicado em 16/07/2026 06:27
International
@Lusa

Dubai, Emirados Árabes Unidos, 16 jul 2026 (Lusa) — As forças armadas norte-americanas concluíram a sua mais recente e intensa vaga de bombardeamentos contra o Irão. Desta vez, a operação militar assumiu uma nova dimensão ao atingir, pela primeira vez desde o início das hostilidades, alvos na região norte do território iraniano.

Fontes estatais iranianas confirmaram fortes explosões nos arredores da capital, Teerão, e na província de Semnan — uma área estratégica que acolhe o programa espacial do país e instalações de fabrico de mísseis balísticos. Até ao momento, Teerão não divulgou o nível de estragos materiais nestas bases de alta segurança.

A nova escalada surge na sequência de fortes confrontos pelo controlo do Estreito de Ormuz, a rota marítima vital por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural do planeta. O frágil acordo de cessar-fogo provisório de 60 dias, que tinha permitido suspender o bloqueio naval norte-americano em junho, colapsou definitivamente devido ao impasse nas negociações sobre o dossier nuclear e à multiplicação de incidentes armados na região.

Como represália ao novo cerco naval norte-americano, o Irão retaliou na madrugada desta quinta-feira com ataques direcionados ao Bahrein e ao Kuwait. Pouco depois, os militares dos EUA abriram fogo e neutralizaram um navio mercante no estreito, motivando uma reação inflamada por parte da Guarda Revolucionária do Irão.

"A exportação de petróleo e gás da região será para todos ou para ninguém", alertou a força militar de elite iraniana, ameaçando paralisar todo o tráfego energético do Médio Oriente.

Esta escalada militar ocorre num momento de forte pressão política para o Presidente norte-americano, Donald Trump, que enfrenta o desafio de travar a subida dos combustíveis nas vésperas das eleições para o Congresso, em novembro. O barril de Brent já ultrapassou os 85 dólares (cerca de 72 euros).

Apesar de a intensidade dos bombardeamentos sugerir o pior, Trump garantiu na quarta-feira, durante um discurso no Colégio de Guerra do Exército, na Pensilvânia, que Teerão quer negociar. "Eles não gostam do que estamos a fazer e querem chegar a um entendimento", afirmou o presidente norte-americano, deixando contudo a ameaça de que, se o diálogo falhar, as forças militares poderão avançar para a destruição de infraestruturas civis como centrais elétricas e pontes na próxima semana.

Do lado iraniano, o balanço humano começa a ser contabilizado. O porta-voz do Ministério da Saúde de Teerão, Hossein Kermanpour, avançou com o primeiro balanço oficial dos combates recentes, confirmando que os ataques aéreos dos EUA já provocaram mais de 35 mortos e acima de 300 feridos em várias províncias do país.

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