Subiu para 119 o número de vítimas mortais de nacionalidade portuguesa ou lusodescendentes na sequência do violento duplo sismo que atingiu a Venezuela no passado dia 24 de junho. Os novos dados foram atualizados esta quarta-feira pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) de Portugal.
De acordo com o balanço mais recente do governo português, entre as vítimas registadas encontram-se 96 adultos e 23 menores de idade. Adicionalmente, as autoridades diplomáticas esclareceram que 102 destas vítimas tinham dupla nacionalidade (portuguesa e venezuelana). O número de cidadãos portugueses dados como desaparecidos situa-se agora nos 50, registando-se uma ligeira redução face às 51 pessoas de quem não se conhecia o paradeiro no dia anterior.
O balanço global desta catástrofe natural continua a agravar-se. Segundo os últimos dados partilhados pelo Governo de Caracas, o número total de mortos no país subiu para 4.734, enquanto o registo de feridos estabilizou nos 16.740.
Recorde-se que a catástrofe foi desencadeada por dois fortes sismos consecutivos, com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala de Richter, com epicentros registados a cerca de 200 quilómetros da capital venezuelana. Os dois abalos principais ocorreram no espaço de escassos segundos e deram origem a centenas de réplicas que causaram a destruição generalizada de habitações e edifícios comerciais.
No terreno, permanecem diversas missões internacionais de busca e ajuda humanitária. Portugal faz-se representar nos trabalhos através da Força Conjunta Nacional, que trabalha em articulação com outras equipas da União Europeia e das autoridades locais para mitigar os efeitos da tragédia e dar assistência às populações afetadas.
Fonte-Lusa