Lisboa, 19 de junho de 2026 (Lusa) — A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, reagiu ao chumbo da proposta de revisão da legislação laboral na Assembleia da República, classificando o desfecho como “uma oportunidade perdida para o país”. Numa breve declaração prestada aos jornalistas nos passos perdidos do Parlamento, a governante assumiu que o Executivo respeita os trâmites do jogo democrático, mas deixou um aviso claro: o Governo não estava disponível para “trocar qualquer reforma que fosse pelo hipotecar” das reformas e pensões dos cidadãos portugueses.
Para a titular da pasta do Trabalho, o chumbo do diploma representa o desperdício de uma “oportunidade histórica” para que o país conseguisse dar um salto qualitativo e estratégico, tanto ao nível da valorização dos salários como no aumento dos índices de produtividade nacional.
Rosário Palma Ramalho reforçou que o documento colocado à votação apresentava soluções equilibradas para atingir essas metas de crescimento económico, salvaguardando sempre as garantias e os direitos dos trabalhadores. O grande objetivo da reforma, segundo a ministra, passava por modernizar as regras do mercado de trabalho para colocar Portugal numa rota de maior proximidade e convergência com os restantes parceiros da União Europeia. Com a rejeição do texto pela oposição, esse caminho fica agora congelado.