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CIP: Negociações na concertação social marcadas por "receio e falta de verdade"
Publicado em 06/05/2026 11:59
Economia
Foto:Filipe Amorim

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), Armindo Monteiro, afirmou hoje que as negociações em sede de concertação social foram pautadas por um clima de "receio e falta de verdade". Segundo avançou a agência Lusa, o líder patronal acusou algumas posições de tentarem gerar um sentimento de "pânico" e caos em torno da discussão pública sobre as políticas laborais.

Armindo Monteiro começou por defender a importância da concertação social como um instrumento essencial para promover a estabilidade e adaptar a economia a novos desafios tecnológicos. No entanto, criticou duramente o ambiente das negociações recentes. Apesar de sublinhar a total disponibilidade da CIP para o diálogo ao longo de nove meses, o responsável considerou que o processo foi um "mau exemplo de produtividade", lamentando que se tenha tentado confundir a opinião pública quando o que está em causa é o "ganha-pão das pessoas".

De acordo com a versão defendida pela CIP, as alterações laborais finais não correspondem às críticas que têm sido levantadas. Armindo Monteiro rejeitou categoricamente que estejam em causa medidas como o despedimento arbitrário, a diminuição de direitos parentais ou a limitação do direito à greve, assegurando que a confederação não pretende quaisquer alterações que prejudiquem a dignidade dos trabalhadores. Ainda assim, a CIP reforçou que uma reforma laboral é "indispensável", revelando que a proposta inicial sofreu modificações em mais de 100 artigos durante o longo processo negocial.

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