O número de doentes com cancro submetidos a cirurgia em Portugal sofreu um aumento drástico nos últimos cinco anos, sinalizando uma maior capacidade de resposta do sistema público de saúde face ao diagnóstico precoce.
Eficiência em crescendo
Entre 2019 e 2024, o panorama da oncologia cirúrgica em Portugal transformou-se. Segundo dados recentes, o volume de operações a doentes oncológicos disparou 67%, refletindo não só o aumento da incidência da doença, mas sobretudo um esforço de recuperação de listas de espera e uma otimização dos recursos hospitalares.
Fatores do aumento
Este crescimento expressivo é atribuído a três pilares fundamentais:
Reforço de Meios: Maior investimento em tecnologia cirúrgica e contratação de especialistas.
Diagnóstico Atempado: A retoma e o alargamento dos rastreios permitiram identificar casos em fases onde a cirurgia é a solução prioritária.
Gestão de Listas: Novos protocolos de priorização que visam reduzir o tempo de espera para patologias de evolução rápida.
"Estes números demonstram que, apesar dos desafios estruturais, o sistema está a conseguir canalizar recursos para as áreas críticas, salvando mais vidas através da intervenção direta", referem especialistas do setor.
O desafio da sustentabilidade
Embora o aumento de 67% seja visto como uma vitória para os doentes, o desafio agora passa por manter este ritmo de crescimento sem comprometer o acompanhamento pós-operatório e os tratamentos complementares, como a quimioterapia e a radioterapia, que também têm registado uma procura sem precedentes.
Fonte- Agência Lusa