Despedimento por haxixe cai por terra e trabalhador do Lidl é indemnizado
Publicado em 04/02/2026 23:55 • Atualizado 04/02/2026 23:57
Sociedade
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Um operador de armazém do Lidl vai ser indemnizado após ter sido despedido por fumar haxixe durante uma pausa no trabalho. Apesar de o trabalhador ter admitido o consumo, o Tribunal da Relação de Évora considerou o despedimento ilícito, já que a empresa não seguiu os procedimentos formais de deteção de drogas nem conseguiu provar a composição da substância.

O episódio aconteceu a 30 de julho de 2024, quando Tiago M., que trabalhava num dos quatro entrepostos do Lidl em Portugal, dirigiu-se a uma área de pausa para fumar. Ao ser confrontado por um diretor, confirmou oralmente o consumo, mas negou que se tratasse do canabinoide indicado pela empresa e assegurou que a sua capacidade de trabalho não foi afetada.

O tribunal concluiu que, sem provas científicas da substância e sem cumprimento dos protocolos de deteção, o despedimento com justa causa não podia ser mantido, garantindo ao trabalhador o direito a uma indemnização.

Fonte:JN / Foto:Lidl

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