MENU
“Bombeiros ameaçam cobrar macas retidas”
Publicado em 08/01/2026 08:46 • Atualizado 08/01/2026 08:50
Saúde
FESTIVAL

A Liga dos Bombeiros Portugueses está novamente a considerar a cobrança de uma taxa aos hospitais pela retenção de macas, medida que regressa à discussão após a morte de um homem de 78 anos que aguardou quase três horas por socorro do INEM. A demora poderá estar relacionada com a falta de ambulâncias disponíveis, muitas vezes imobilizadas devido às macas retidas nas urgências hospitalares.

A proposta deverá ser analisada este sábado, 10 de janeiro, numa reunião entre a Liga dos Bombeiros e as federações distritais. O problema não é novo: há casos em que as macas permanecem retidas durante mais de 20 horas, impedindo que as ambulâncias regressem ao serviço e fiquem disponíveis para novos pedidos de emergência.

O presidente do INEM, Luís Mendes Cabral, já afastou falhas no novo sistema de triagem, justificando a demora com a inexistência de ambulâncias livres. Foi anunciada a abertura de uma auditoria interna ao caso. Cabral reconheceu que a retenção de macas nos hospitais é preocupante e sublinhou que, mesmo com melhor triagem, “se os meios não estiverem disponíveis” não é possível dar resposta adequada.

A comissão de trabalhadores do INEM lembra que o tema já foi discutido na Comissão de Saúde e com a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, defendendo que a retenção de macas não pode ser usada como solução para os problemas nas urgências hospitalares.

A ideia de cobrar uma taxa não é inédita. Já em janeiro de 2024 tinha sido colocada em cima da mesa devido a macas paradas mais de 22 horas, sobretudo em Lisboa, Porto, Setúbal e Santarém. Nessa altura, a cobrança acabou por ser adiada, com a expectativa de uma solução estrutural. Porém, em 2025, as dificuldades persistiram e houve casos de ambulâncias retidas durante horas, como no Hospital de Vila Franca de Xira, deixando corporações receosas de não conseguirem garantir o socorro à população.

Fontesicnoticias

Comentários