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Governo e FNAM assinam protocolo negocial para "estabilizar" o SNS
Publicado em 11/01/2026 15:43
Saúde
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O Ministério da Saúde e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) chegaram a acordo sobre o calendário de negociações para 2026. O Executivo garante que o objetivo é alcançar consensos alargados que permitam valorizar as carreiras e fixar mais profissionais no serviço público.Lisboa – O Ministério da Saúde deu hoje um passo importante na tentativa de pacificar as relações com a classe médica, ao assinar um protocolo negocial com a FNAM. Este acordo estabelece o roteiro para as discussões sobre os Acordos Coletivos de Trabalho e a revisão das carreiras, áreas que têm sido fonte de tensão constante entre os sindicatos e a tutela.

Em comunicado oficial, o Governo reiterou o seu compromisso em manter um diálogo "transparente e de boa-fé", sublinhando que este é o 11.º entendimento alcançado com diferentes grupos profissionais do setor da saúde desde o início da legislatura. "Não desistimos de encontrar consensos que sirvam tanto os profissionais como os utentes do SNS", afirmou fonte ministerial.

FNAM promete vigilância apertada

Apesar do tom positivo da assinatura, a presidente da FNAM, Joana Bordalo e Sá, manteve uma postura de cautela. A dirigente sindical sublinhou que a federação será "extremamente exigente" no cumprimento das etapas agora acordadas, lembrando que a situação no terreno continua crítica, com milhões de portugueses sem médico de família e uma pressão crescente nas urgências.

O que se segue?

As negociações formais deverão arrancar já na segunda quinzena de janeiro. Em cima da mesa estarão temas sensíveis como:

A revisão das grelhas salariais;

A melhoria das condições de trabalho para travar a saída de médicos para o setor privado;

O reforço das equipas nas zonas de maior carência.

Este protocolo surge num momento em que o SNS enfrenta desafios logísticos significativos e o Governo tenta evitar novas ondas de contestação social que possam comprometer a reforma em curso no sistema de saúde português.

Fonte - Agência Lusa

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