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Algarve sem VMER: ambulâncias de emergência paradas e socorro limitado
Sindicato denuncia colapso de meios no sul do país — seis viaturas médicas inoperacionais e apenas quatro SIV disponíveis, com milhares de horas de paragem acumuladas
Publicado em 10/01/2026 14:53
Saúde
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O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) alertou que as seis ambulâncias de emergência médica no Algarve estão completamente paradas por falta de meios humanos, situação que deverá manter-se pelo menos até às 16h deste sábado. Segundo o presidente do sindicato, Rui Lázaro, as viaturas inoperacionais estão estacionadas em Portimão, Alcantarilha, Quarteira (duas), Faro e Olhão.

Pelas 13h, o responsável explicou que os únicos meios operacionais eram quatro ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV), sediadas em Loulé, Lagoa, Tavira e Vila Real de Santo António, o que deixa a região com capacidade reduzida para responder a situações de maior gravidade.

Rui Lázaro recordou que, no passado, para suprir a falta de equipas nas viaturas médicas, foi necessário deslocar técnicos do Norte e Centro para Lisboa, Vale do Tejo e Algarve, evidenciando um problema estrutural na cobertura de emergência.

Dados divulgados recentemente mostram a dimensão do problema: entre janeiro e novembro do último ano, as Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) estiveram paradas mais de nove mil horas, o pior registo desde 2013. Embora as estatísticas não indiquem a razão exata das paragens, a falta de tripulação tem sido, historicamente, o principal motivo.

 

A situação soma-se a episódios recentes, como as VMER que ficaram inoperacionais na véspera de Natal, e surge mesmo depois de a Liga dos Bombeiros Portugueses ter anunciado uma ‘task-force’ de ambulâncias para reforçar o socorro este fim de semana na região de Lisboa. No Algarve, porém, o retrato continua preocupante: meios diferenciados parados e uma região inteira a contar os minutos até ao retomar da operacionalidade.

Fontecnnportugalimageminem

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