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Trump diz estar aberto a encontro com líder venezuelana após captura de Maduro
Washington e Caracas propagam mensagens de cooperação em meio a tensões e operações conjuntas
Publicado em 12/01/2026 07:36 • Atualizado 12/01/2026 07:39
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O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou este domingo que está aberto a realizar um encontro com a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder após a captura do ex‑presidente Nicolás Maduro pelas forças norte‑americanas. Trump disse ainda que Washington está a “trabalhar muito bem” com Caracas, apesar das tensões recentes entre os dois países.

Questionado pelos jornalistas a bordo do avião presidencial, o chefe de Estado norte‑americano declarou que um encontro com Rodríguez poderia acontecer “em algum momento”, sublinhando a importância das relações em curso entre os dois governos.

A captura de Maduro, ocorrida a 3 de janeiro, foi resultado de uma ação militar dos EUA que culminou com o transporte do antigo líder venezuelano para Nova Iorque, onde enfrenta acusações de tráfico de drogas, corrupção e branqueamento de capitais. Maduro e a sua esposa insistem na sua inocência.

Delcy Rodríguez, que ocupava o cargo de vice‑presidente, foi reconhecida pelas Forças Armadas venezuelanas como presidente interina após a detenção de Maduro. Na sexta‑feira, a liderança de Caracas anunciou um “processo exploratório de caráter diplomático” com os Estados Unidos, visando o restabelecimento de missões diplomáticas e uma possível cooperação futura.

No mesmo dia, foi divulgado um comunicado conjunto do Ministério de Hidrocarbonetos da Venezuela e da petrolífera estatal PDVSA sobre o regresso de um petroleiro que havia deixado o país “sem pagamento nem autorização”, numa operação descrita como “bem‑sucedida” pelas autoridades de Caracas. As autoridades norte‑americanas também referiram ter coordenado a ação com as forças interinas venezuelanas.

Este conjunto de acontecimentos marca uma fase delicada nas relações entre Washington e Caracas, em que, apesar dos recentes confrontos políticos e militares, surgem sinais de possível diálogo diplomático.

Fontecnnportugalfotoepa

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