A diplomacia internacional prepara-se para uma segunda-feira de alta tensão em Nova Iorque. A pedido da Ucrânia, e com o apoio direto de países como França e Reino Unido, o Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se para analisar a mais recente escalada no conflito, marcada pelo uso de armamento balístico avançado e pelo agravamento da crise humanitária na capital ucraniana.O "fator Orechnik" e o aviso à Europa
A grande preocupação que motiva esta reunião é a segunda utilização confirmada do míssil Orechnik desde o início da invasão. Este armamento de nova geração, capaz de atingir capitais europeias em menos de 15 minutos, foi disparado contra a região de Lviv. Para o embaixador ucraniano na ONU, Andrii Melnyk, este não é apenas mais um ataque, mas sim uma "ameaça sem precedentes" que coloca em risco a estabilidade de todo o continente europeu e redefine o nível de agressão russa.
Kiev sob gelo e escuridão
No terreno, o impacto estratégico destes bombardeamentos é devastador para a população civil. Os ataques realizados na última madrugada visaram infraestruturas críticas, deixando metade dos edifícios residenciais de Kiev sem qualquer sistema de aquecimento.
Perante o cenário de temperaturas negativas e a incapacidade de restabelecer os serviços básicos de imediato, o presidente da câmara da capital lançou um apelo dramático aos cidadãos: quem puder, deve abandonar temporariamente a cidade.
Reação Internacional
A carta enviada por Kiev às Nações Unidas classifica os atos de Moscovo como "crimes de guerra e crimes contra a humanidade". A gravidade da situação levou seis membros do Conselho — incluindo a Grécia, a Dinamarca e a Letónia — a apoiar formalmente o debate de urgência, onde se espera uma condenação clara do uso de mísseis balísticos de médio alcance contra alvos civis.