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Estado da nação: Governo não será “motor de crise e instabilidade” — Castro Almeida
Ministro da Economia rejeita desafio do Chega para apresentar moção de confiança, promete estabilidade e acusa oposição de pintar um "cenário de desastre fantasioso".
Por Redação
Publicado em 16/07/2026 22:12
Nacional
@Lusa

Lisboa, 16 jul 2026 (Lusa) — O ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, recusou categoricamente o desafio lançado pelo Chega para que o Executivo se submetesse a uma moção de confiança, garantindo que a estabilidade é a prioridade do Governo PSD/CDS-PP.

No encerramento do debate sobre o Estado da Nação, e já com os olhos postos na discussão do próximo Orçamento do Estado, Castro Almeida respondeu diretamente a André Ventura. O ministro sublinhou que a meta do Executivo liderado por Luís Montenegro é cumprir o mandato até ao fim. "O Governo não será motor de crise e instabilidade, esperamos que as oposições tenham o mesmo sentido de responsabilidade", atirou o governante na tribuna do Parlamento.

Além de apelar à estabilidade, o ministro da Economia defendeu que o Executivo tem governado em espírito de cooperação, tanto com Belém como com a Assembleia da República, mas frisou que o verdadeiro motor da governação é a ambição reformista. "Não estamos agarrados ao poder. Estamos vinculados, isso sim, a um projeto de mudança", afirmou, apontando as medidas tomadas na habitação e na imigração como exemplos de reformas que contrastam com o "imobilismo do passado".

Castro Almeida aproveitou ainda o fecho do debate para apresentar uma nota otimista sobre a saúde da economia nacional. Apesar do contexto de forte instabilidade no plano internacional, o ministro recordou que Portugal registou um crescimento económico de dois pontos percentuais acima da média da Zona Euro no primeiro trimestre do ano, a par de uma situação de quase pleno emprego e de um aumento real dos salários.

O governante assumiu que o país não é "um oásis", mas rejeitou o tom apocalíptico das bancadas da oposição. Para o ministro da Economia, os indicadores macroeconómicos desmentem categoricamente "a ideia do caos ou do desastre com que alguns, na oposição, pretendem pintar de forma fantasiosa e até maldosa a realidade portuguesa".

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