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Debate do Estado da Nação: Montenegro segura ministro da Administração Interna e contra-ataca o Chega
Em resposta a André Ventura no Parlamento, o primeiro-ministro declarou "confiança plena" em Luís Neves, rejeitou acusações de coação e afirmou que, em matéria de intimidação, a oposição "dá aulas a qualquer um".
Por Redação
Publicado em 16/07/2026 17:10 • Atualizado 16/07/2026 18:27
Nacional
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 O debate sobre o Estado da Nação arrancou em clima de forte tensão política no Parlamento. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, assegurou de forma categórica que mantém total confiança política no seu ministro da Administração Interna, Luís Neves. Respondendo diretamente ao líder do Chega, André Ventura, que o questionou sobre a permanência do governante no executivo, Montenegro rejeitou com firmeza as alegações de que o ministro tenha ameaçado ou tentado intimidar deputados da oposição ou jornalistas.

O chefe do Governo desvalorizou a insistência de Ventura, rotulando o questionamento como "retórico" e lembrando que a própria presença de qualquer ministro em funções pressupõe, por si só, a confiança de quem lidera o Conselho de Ministros. "Se eu mantenho a confiança política no ministro da Administração Interna? Com certeza, senhor deputado, plenamente, plenamente", garantiu Montenegro, estendendo o voto de confiança a toda a sua equipa governativa.

Acusações de intimidação devolvidas à oposição

O primeiro-ministro foi mais longe no contra-ataque e devolveu de forma direta as acusações de coação que o Chega tem imputado à tutela da Administração Interna. Montenegro asseverou que "não é verdade" que o ministro tenha adotado comportamentos intimidatórios face a quem quer que seja, aproveitando o momento para visar a postura do partido de André Ventura no espectro político:

"Em matéria de ameaças e intimidações a adversários políticos, os senhores dão aulas a qualquer um. Nós não temos, nem queremos aprender com isto."

— Luís Montenegro, primeiro-ministro

Defendendo a conduta do seu ministro, Luís Montenegro sublinhou que Luís Neves "não cometeu nenhuma ilegalidade", garantindo que a sua atuação não prejudicou o interesse público nem serviu propósitos particulares.

O chefe do executivo concluiu assegurando que, no quadro do normal funcionamento das instituições democráticas, o ministro da Administração Interna prestará todos os esclarecimentos necessários e irá sujeitar-se com total abertura ao escrutínio político do Parlamento de forma madura.

Fonte - Lusa

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