Lima, 06 jul 2026 (Lusa) – O Governo do Peru deu luz verde oficial à transição de poderes para a nova presidente eleita, Keiko Fujimori. O anúncio surge na sequência da validação oficial da sua vitória nas eleições presidenciais, emitida na passada sexta-feira pelo Júri Nacional de Eleições (JNE).
O primeiro-ministro cessante, Luis Arroyo, enviou uma diretiva formal a todos os ministérios e secretarias de Estado no domingo para acelerar os preparativos da mudança de pasta para o mandato de 2026-2031. No documento, Arroyo exigiu total colaboração e celeridade na entrega de relatórios e documentação para que a entrada das novas equipas da ala da direita decorra sem sobressaltos, garantindo a continuidade dos serviços públicos essenciais do Estado.
Para liderar esta transição do lado do novo governo, Keiko Fujimori delegou funções no economista Marco Vinelli, que foi o diretor da sua campanha eleitoral pelo partido "Força Popular". Vinelli será o rosto oficial responsável por coordenar a entrada dos novos secretários e técnicos nos gabinetes ministeriais.
A ascensão de Keiko Fujimori, filha e herdeira política do controverso ex-presidente Alberto Fujimori (que governou o país entre 1990 e 2000), foi carimbada após um dos escrutínios mais renhidos da história da democracia peruana. Na segunda volta, a candidata de direita bateu o rival de esquerda, Roberto Sánchez, por uma margem mínima de apenas 49.641 votos. Fujimori garantiu a liderança do país com 50,135% dos votos (mais de 9,2 milhões), face aos 49,865% de Sánchez (cerca de 9,1 milhões). O candidato derrotado tentou impugnar o ato eleitoral alegando fraude e pedindo a anulação do voto dos emigrantes, mas os recursos foram rejeitados pela autoridade eleitoral por manifesta falta de provas.