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Partido de extrema-direita AfD reivindica ambição de governar a Alemanha
Com sondagens recorde na bagagem, liderança nacionalista prevê queda do atual governo e aponta ao poder absoluto já em 2027.
Por Redação
Publicado em 05/07/2026 18:01
International
@Lusa

Berlim, 05 jul 2026 (Lusa) — O partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) garantiu este domingo que está pronto para assumir as rédeas do governo federal. A co-líder da força política, Alice Weidel, mostrou-se convicta de que a atual instabilidade política vai ditar a antecipação das eleições legislativas para o próximo ano, bem antes da data prevista de 2029.

No encerramento do congresso federal do partido, que decorreu durante o fim de semana em Erfurt (Turíngia), Weidel traçou um roteiro ambicioso a curto prazo. O primeiro passo da AfD passa por conquistar os governos regionais do leste do país já nas eleições de setembro, apontando especificamente à liderança dos estados da Saxónia-Anhalt e de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, onde o partido lidera confortavelmente as sondagens com 41% e 35% das intenções de voto, respetivamente. A mira está também colocada na capital, Berlim, onde a força nacionalista já alcança os 18%.

Tino Chrupalla, reeleito como co-líder com mais de 70% dos votos dos delegados, reforçou a mensagem de vitória, desvalorizando o "cordão sanitário" e a recusa de bloco que os restantes quadrantes políticos mantêm face à extrema-direita. "A AfD está aqui para ganhar e nós vamos governar", vincou o dirigente perante a moldura humana do congresso.

A confiança da liderança assenta no xadrez político nacional. Alice Weidel antecipa que o chanceler conservador Friedrich Merz — que lidera uma coligação com os sociais-democratas desde fevereiro de 2025 — será obrigado a dissolver o parlamento já em 2027 devido ao desgaste do executivo. Reeleita na liderança com mais de 81% dos votos internos, Weidel lembrou que a AfD se consolidou como um "partido popular" que dita as regras no leste e que estabilizou o seu apoio nacional perto dos 30%, liderando as sondagens em toda a Alemanha. "Este país merece ser bem governado e nós vamos reguê-lo", rematou.

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