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Macron vai visitar Síria para impulsionar cooperação económica
Chefe de Estado francês será o primeiro líder de uma potência ocidental a deslocar-se a Damasco desde a mudança de regime, fazendo-se acompanhar por uma comitiva de empresários.
Por Redação
Publicado em 05/07/2026 14:42
International
@Lusa

Damasco, 05 jul 2026 (Lusa) — O Presidente de França, Emmanuel Macron, vai deslocar-se em breve a Damasco, conforme revelou este domingo a Presidência da Síria. Embora os pormenores sobre a data exata da viagem não tenham sido divulgados, a visita oficial terá como foco principal a vertente financeira e o estreitar de laços comerciais entre os dois países.

De acordo com o comunicado emitido pelas autoridades sírias, Macron viajará acompanhado por uma comitiva alargada, composta por investidores e quadros de topo do tecido empresarial francês. Além do relançamento da cooperação económica, a agenda bilateral prevê reuniões de trabalho dedicadas à análise da atual conjuntura política, tanto a nível regional no Médio Oriente como na esfera internacional.

Esta deslocação reveste-se de um forte simbolismo histórico, sendo a primeira vez que o líder de uma grande potência do Ocidente visita o país desde a tomada de posse do Presidente Ahmad al-Chareh, no final de 2024. É também o primeiro chefe de Estado francês a aterrar em solo sírio desde as viagens oficiais de Nicolas Sarkozy em 2008 e 2009, que antecederam o congelamento das relações diplomáticas em 2011 devido à violenta repressão do antigo regime de Bashar al-Assad durante a "Primavera Árabe".

Após a queda de al-Assad em dezembro de 2024, o novo governo de pendor islamita começou a restabelecer pontes. O emir do Qatar abriu o caminho no início de 2025, seguindo-se as visitas de Ursula von der Leyen, líder da Comissão Europeia, em janeiro de 2026, e do homólogo ucraniano Volodymyr Zelensky, em abril. Macron, que já tinha quebrado o gelo ao ser o primeiro governante ocidental a receber al-Chareh em Paris, em maio de 2025, assume agora a dianteira na reaproximação física a Damasco, num momento em que o novo poder sírio ainda enfrenta pesados testes à segurança interna, como provou o recente atentado à bomba que vitimou dez pessoas num café da capital.

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