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Preço médio semanal da ERSE recua no gasóleo e sobe na gasolina
Regulador energético fixa os valores de referência para a nova semana e revela que os preços afixados nos postos continuam quase 4 cêntimos acima do preço eficiente.
Por Redação
Publicado em 29/06/2026 15:40
Economia
@Lusa

(Lusa) - Os combustíveis vão registar comportamentos opostos na semana de 29 de junho a 5 de julho. De acordo com os cálculos da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, o preço médio semanal eficiente — que serve de referência para o mercado — apresenta uma descida de 0,3% no gasóleo simples e uma ligeira subida de 0,1% no caso da gasolina 95 simples, refletindo as oscilações das cotações internacionais dos produtos petrolíferos.

Contas feitas, quem for abastecer esta semana vai encontrar um preço de referência com impostos incluídos de 1,883 euros por litro para a gasolina 95 simples e de 1,797 euros por litro para o gasóleo simples. Sem a carga fiscal, os valores de referência descem para os os 0,905 euros e 0,951 euros por litro, respetivamente. A ERSE detalha que esta evolução acompanha a descida das cotações nos mercados internacionais, que caíram 0,2% na gasolina e 0,7% no gasóleo na semana transata.

O relatório do regulador revela ainda que os postos de abastecimento continuam a praticar valores acima do esperado. Os preços de venda ao público anunciados nos pórticos fixaram-se, em média, 3,9 cêntimos por litro acima do preço eficiente determinado pela ERSE, tanto para o gasóleo como para a gasolina. Em termos percentuais, estes desvios representam uma margem adicional de 2,1% no gasóleo e de 2,0% na gasolina face aos custos reais de mercado.

Por outro lado, quando aplicados os descontos habituais comunicados pela Direção-Geral de Energia e Geologia, o cenário inverte-se a favor do consumidor. As faturas finais com desconto ficaram 0,7 cêntimos abaixo do preço eficiente na gasolina (um desvio de -0,4%) e 3,4 cêntimos por litro mais baratas no gasóleo simples (uma diferença de -1,9%).

Na radiografia ao peso de cada componente no preço final dos combustíveis, o Estado continua a ser o principal beneficiário. Os impostos representam a maior fatia da despesa dos condutores, engolindo 51% do valor pago por um litro de gasolina e 47,1% no gasóleo. A cotação da matéria-prima e o respetivo transporte marítimo surgem logo a seguir, pesando 33,7% na gasolina e 37,9% no gasóleo, enquanto a margem de lucro do retalho se fixa em cerca de 10% em ambos os produtos. O restante valor divide-se de forma residual entre a incorporação de biocombustíveis e os custos logísticos de armazenamento.

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