Anadia, Aveiro, 20 de junho de 2026 (Lusa) — O líder do PSD, Luís Montenegro, revelou este sábado que o eurodeputado Sebastião Bugalho e os autarcas de Lisboa e do Porto, Carlos Moedas e Pedro Duarte, vão integrar a nova equipa de vice-presidências do partido. Além das novas funções na estrutura, Sebastião Bugalho assumirá também o papel de porta-voz oficial dos sociais-democratas, enquanto Hugo Soares se mantém firmemente no cargo de secretário-geral.
O anúncio dos nomes que vão compor os órgãos diretivos nacionais foi feito durante o 43.º Congresso do PSD, que decorre até ao próximo domingo no Velódromo de Sangalhos, em Anadia.
No que toca à comissão permanente — o núcleo duro da liderança do partido —, Leonor Beleza conserva o estatuto de primeira vice-presidente. Da equipa anterior transitam ainda Alexandre Poço e Inês Palma Ramalho. Em sentido inverso, Carlos Coelho cessa funções como vice-presidente para assumir os comandos do Instituto Sá Carneiro, registando-se também as saídas de Lucinda Dâmaso (líder da UGT) e de Rui Rocha, que passa a desempenhar o papel de vogal na comissão política nacional.
Na bolsa de vogais, Montenegro optou por manter um forte peso governativo, assegurando a continuidade dos ministros Paulo Rangel, Miguel Pinto Luz, Margarida Balseiro Lopes, António Leitão Amaro e Joaquim Miranda Sarmento, aos quais se juntam Fermelinda Carvalho, Helena Teodósio, Germana Rocha e Filomena Sintra. Quem abandona a direção executiva é o ex-ministro Pedro Reis, transitando para a lista que concorre ao Conselho Nacional do partido.
"Creio que estão reunidas as condições para que todos os delegados possam exercer o seu direito de voto e confirmar que as escolhas do presidente do partido correspondem a uma vontade largamente maioritária da nossa militância", declarou o líder social-democrata, mostrando-se confiante no apoio das bases.
Durante a sua intervenção, Montenegro fez questão de reforçar que mantém a sua estratégia de traçar uma fronteira clara entre a gestão interna do partido e o Executivo. Como tal, os ministros que integram a estrutura têm assento exclusivamente na chamada direção alargada.
O presidente do partido adiantou ainda que Pedro Alves continuará a assegurar a coordenação autárquica do PSD, uma decisão acompanhada de elogios aos expressivos resultados autárquicos alcançados em 2025, ano em que os sociais-democratas recuperaram a liderança da maior parte das autarquias do país. Num momento de descontração que gerou sorrisos na sala, Montenegro brincou por quase se ter esquecido de mencionar a continuidade de Hugo Soares como secretário-geral.
A votação formal para eleger os novos titulares dos órgãos nacionais do PSD está agendada para este domingo.