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Ministra do Trabalho aplaudida de pé e confiante que Governo vai persistir na reforma laboral
No Congresso do PSD, Maria do Rosário Palma Ramalho acusou o PS de fazer do dossiê uma "afronta pessoal" e o Chega de votar com base no TikTok.
Por Redação
Publicado em 20/06/2026 20:12
Nacional
@Lusa

Anadia, Aveiro, 20 de junho de 2026 (Lusa) — A ministra do Trabalho elogiou este sábado o "sentido de Estado" demonstrado por Luís Montenegro ao rejeitar medidas que pusessem em risco a sustentabilidade da Segurança Social, manifestando convicção de que o primeiro-ministro voltará à carga com a reforma da legislação laboral.

Maria do Rosário Palma Ramalho, que detém o estatuto de independente no Executivo da Aliança Democrática, sofreu na véspera um revés no Parlamento com a rejeição da sua proposta de alteração às leis laborais. Apesar disso, foi calorosamente recebida no Congresso Nacional do PSD, em Anadia, onde a moldura humana de delegados sociais-democratas se levantou para lhe dedicar uma longa ovação assim que o seu nome foi anunciado pelo líder da Mesa, Miguel Albuquerque.

Emocionada com a receção dos congressistas, a governante sublinhou que a sua missão foi desenhar e defender o projeto técnico de revisão laboral. Contudo, fez questão de deixar um louvor público ao chefe do Governo: "Queria agradecer publicamente o total empenho e comprometimento do primeiro-ministro neste projeto e o suporte total e público que deu em todas as etapas deste processo. E, se bem o conheço, lá iremos outra vez fazer esta e outras reformas pelos portugueses e por Portugal", asseverou.

Numa referência implícita às condições que tinham sido colocadas pelo Chega, Palma Ramalho enalteceu a firmeza de Montenegro em não ceder a pressões para reduzir a idade de reforma. A ministra justificou que o primeiro-ministro recusou viabilizar a proposta laboral em troca da redução da idade de acesso à reforma ou do plafonamento das pensões, uma cedência que, no seu entender, quebraria o pacto de confiança com os cidadãos sobre as reformas do futuro. Face a esse cenário, considerou que o Governo tomou a única decisão correta possível.

A governante reiterou que o chumbo do diploma representou uma "oportunidade perdida" para impulsionar a competitividade económica de Portugal. De seguida, lançou duras críticas à oposição, que acusou de espalhar desinformação e de politizar a atividade sindical. Apontando baterias aos rivais políticos, a ministra da tutela criticou o PS por transformar a reforma numa disputa de orgulho pessoal devido à perda do poder, e visou o Chega ao afirmar que o partido orienta os seus votos consoante as sondagens diárias e as modas do TikTok.

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