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Chuvas torrenciais no sul da China forçam retirada de 36 mil pessoas em Guangdong
Mau tempo colocou dezenas de cidades em alerta e mobilizou milhares de operacionais de resgate. Meteorologia avisa que o pior ainda não passou.
Por Redação
Publicado em 17/06/2026 08:00
International
@Lusa

Pequim, 17 jun 2026 (Lusa) — As tempestades severas que assolam a província de Guangdong, no sul da China, desde a noite de sexta-feira já obrigaram à retirada preventiva de mais de 36.000 cidadãos das suas habitações, avançou a estação de televisão estatal CCTV.

Até ao final do dia de terça-feira, o balanço oficial do comando provincial de controlo de cheias dava conta de que 18 cidades e 70 distritos daquela região ativaram os planos de contingência e emergência. Ao todo, 36.127 pessoas foram transferidas para abrigos e locais seguros devido à subida rápida das águas e ao risco de inundações severas.

Para fazer frente à catástrofe natural, as autoridades de Pequim enviaram para o terreno um contingente massivo que inclui 123 equipas especializadas em drenagem e salvamento — totalizando cerca de 6.500 operacionais. A este dispositivo somam-se 260 frentes de obras de emergência, onde trabalham mais de 12.000 operários com o auxílio de 3.500 máquinas pesadas, bem como o apoio aéreo de helicópteros e "drones" de vigilância.

De acordo com os dados partilhados pelos responsáveis da província, o volume de água fez com que os principais rios de Guangdong subissem entre dois a fáceis cinco metros acima do leito normal. Em linhas de água mais pequenas, a subida chegou a atingir os oito metros.

Este fenómeno coincide com uma época do ano tradicionalmente fustigada por mau tempo na China, designada popularmente por "chuvas do barco-dragão", em alusão ao festival cultural homónimo celebrado no país.

O Centro Meteorológico Nacional decidiu prolongar o alerta laranja — o segundo mais grave numa escala de quatro cores — prevendo que a precipitação forte ou torrencial continue a fustigar as províncias de Guangdong, Guangxi, Fujian, Guizhou e Yunnan. Os meteorologistas apontam para acumulados de chuva que podem chegar aos 350 milímetros em algumas zonas costeiras, com bátegas de água de curta duração superiores a 90 milímetros por hora, acompanhadas de rajadas de vento e forte atividade elétrica.

O gigante asiático sofre anualmente com episódios severos de cheias e deslizamentos de terra durante o verão, sobretudo no sul e centro. Recorde-se que, em anos recentes, o país contabilizou graves perdas humanas e materiais, como as cheias na região de Henan em 2021 (mais de 300 vítimas mortais), as secas extremas de 2022 e o temporal que inundou Pequim em 2023, provocando mais de 30 mortos.

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