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Banco de Desenvolvimento de Angola financiou com 10,5 ME setor pesqueiro de Benguela
Financiamento ao projeto Baía Fish cobre 80% do investimento global e foca-se no reforço da capacidade de congelação, logística e comercialização de pescado.
Por Redação
Publicado em 08/06/2026 14:12
International
@Lusa

Luanda, 08 jun 2026 (Lusa) — O Banco de Desenvolvimento de Angola (BDA) injetou 11,2 mil milhões de kwanzas (o equivalente a 10,5 milhões de euros) na modernização da cadeia de frio, distribuição e venda de peixe na província de Benguela. A linha de apoio financeiro foi canalizada para a empresa Baía Fish, Lda., e insere-se na estratégia pública de consolidação da indústria pesqueira nacional. O montante disponibilizado pela instituição bancária assegurou 80% do orçamento total da infraestrutura, que está avaliado globalmente em 14 mil milhões de kwanzas (cerca de 13,1 milhões de euros).

A nova unidade industrial, que foi formalmente inaugurada esta segunda-feira, permitiu a edificação de uma infraestrutura moderna de congelação e armazenamento de pescado. O investimento incluiu também a compra de um navio de pesca semi-industrial com perto de 24 metros de comprimento, fortalecendo a frota operativa e a componente logística na costa sul do país. De acordo com as informações disponibilizadas pelo BDA, o projeto atingiu a totalidade da sua execução técnica e financeira. No plano social, o empreendimento superou as metas iniciais de contratação, que apontavam para 120 vagas, fixando-se na criação direta de 140 postos de trabalho na região.

O presidente em exercício do banco, João Manuel António, destacou que o projeto ilustra a eficácia do crédito de desenvolvimento na transformação do tecido produtivo de Angola. O responsável sublinhou que a vertente prática deste apoio se traduz em emprego, mais capacidade instalada e na valorização dos recursos marinhos nacionais. O banco reiterou que a consolidação da Baía Fish funciona como um pilar estruturante para a segurança alimentar do país, alinhando-se com a política macroeconómica de diversificação da economia e de redução da dependência de bens importados através do estímulo direto à produção interna.

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