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Irão confirma bombardeamento israelita contra complexo petrolífero iraniano no Golfo
Operação atinge zona económica de Mahshahr numa fase de novos lançamentos de mísseis entre os dois países.
Por Redação
Publicado em 08/06/2026 10:04
International
@Lusa

Teerão, 08 jun 2026 (Lusa) — O governo do Irão confirmou oficialmente, esta segunda-feira, que o complexo petroquímico de Mahshahr, localizado no sudoeste do país, foi alvo de uma investida aérea conduzida pelas forças militares israelitas. O bombardeamento, descrito pelas autoridades regionais iranianas como uma agressão do "inimigo sionista", atingiu diretamente as infraestruturas da empresa Karoon, provocando estragos parciais nas instalações próximas do Golfo Pérsico.

A confirmação por parte de Teerão surgiu momentos após o próprio exército de Israel ter anunciado uma operação cirúrgica contra múltiplos alvos naquela zona económica especial. Este episódio marca um dos momentos mais graves da escalada militar entre as duas potências regionais, ocorrendo escassos dois meses após a assinatura de um frágil cessar-fogo.

A resposta de Teerão não se fez esperar. A Guarda da Revolução Islâmica emitiu um comunicado a confirmar o disparo de uma vaga de mísseis contra o território israelita, tendo como alvos prioritários as bases aéreas de Nevatim e Tol Nof. Segundo o comando militar iraniano, esta contraofensiva foi desenhada em resposta direta à destruição prévia, por parte de Israel, de três estações de radar em diferentes pontos do Irão.

O exército israelita acionou os sistemas de alerta precoce para a população civil e confirmou a trajetória dos projéteis iranianos, garantindo ter neutralizado a ameaça. Contudo, correspondentes internacionais na região relataram ter ouvido pelo menos duas fortes explosões na cidade de Jerusalém. A juntar à instabilidade, as forças de Telavive intercetaram ainda um míssil balístico disparado a partir do Iémen pelos rebeldes Huthis, aliados do regime de Teerão.

Os confrontos cruzados reacenderam-se na noite de domingo, quando o Irão disparou 11 mísseis contra Israel. Esta ação foi apresentada como uma retaliação ao bombardeamento israelita que destruiu dois edifícios residenciais em Dahye, nos subúrbios de Beirute, resultando em pelo menos dois mortos e duas dezenas de feridos. Israel argumenta que a operação no Líbano visava desmantelar um quartel-general do grupo xiita Hezbollah, mas o Irão defende que o acordo de tréguas mediado em abril incluía a proteção do território libanês.

O recrudescimento das operações, que coincide com o centésimo dia desde o início oficial das hostilidades na região, deita por terra as expectativas de um entendimento diplomático duradouro. Os esforços internacionais de mediação enfrentam agora um cenário de enorme complexidade para evitar o regresso a uma guerra aberta total no Médio Oriente.

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