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Maioria dos novos agentes vai reforçar aeroportos nacionais
PSP distribui 570 recém-licenciados entre o controlo de fronteiras no verão e o Comando de Lisboa
Por Redação
Publicado em 28/05/2026 08:34
Nacional
Foto:Paulo Novais / Lusa

Torres Novas / Lisboa, 28 mai 2026 (Lusa) — O contingente da Polícia de Segurança Pública (PSP) vai receber um reforço imediato de 570 novos efetivos, cuja formação terminou oficialmente esta quinta-feira com a cerimónia do compromisso de honra na Escola Prática de Polícia, em Torres Novas. De acordo com informações avançadas pela agência Lusa junto de fonte oficial da PSP, a grande prioridade desta vaga de polícias será a segurança aeroportuária. Ao todo, 360 agentes serão integrados na Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF), enquanto os restantes 210 reforçarão o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis).

Os 360 agentes destacados para a UNEF começam já uma formação específica de quatro semanas como guardas de fronteira. O objetivo é estarem totalmente operacionais no início de julho para mitigar as longas filas de espera de passageiros oriundos de fora do espaço Schengen, integrando o plano de contingência da PSP para o verão. Segundo os dados da instituição, a distribuição vai privilegiar o aeroporto de Lisboa com 150 novos agentes, seguido pelo Porto com 90, Faro com 70, Açores com 30 e a Madeira com 20 operacionais.

A opção por colocar a totalidade dos restantes 210 polícias na capital é fundamentada pela PSP devido ao facto de o Cometlis ser, historicamente, a principal "origem" de recursos humanos para abastecer órgãos centrais. Estes efetivos costumam ser necessários para o desempenho de funções na Direção Nacional, na Unidade Especial de Polícia, no ISCPSI, nos serviços sociais da PSP e na Polícia Municipal de Lisboa.

Segundo os dados partilhados pela Lusa, está já previsto o arranque de um novo curso de formação em junho, contando com 683 candidatos e conclusão agendada para dezembro. O número, contudo, volta a evidenciar a crise de atratividade da carreira, uma vez que a corporação não conseguiu preencher a totalidade das 800 vagas que tinha disponíveis.

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