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Ministro da Administração Interna afasta contradições e garante confiança em Viegas Nunes na SIRESP
Luís Neves assegura que relatórios e trocas de correspondência não beliscam o percurso do general, justificando a saída do secretário-geral adjunto com falhas de comunicação.
Por Redação
Publicado em 26/05/2026 17:32
Nacional
Foto:Rodrigo Antunes

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, negou esta terça-feira qualquer contradição no processo que envolve o pedido de demissão do secretário-geral adjunto do ministério, António Pombeiro. De acordo com as declarações recolhidas pela agência Lusa, o governante assegurou que as recentes revelações não põem em causa a nomeação do general Paulo Viegas Nunes para a presidência da empresa que faz a gestão do SIRESP (Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal).

Em causa está uma troca de correio eletrónico que contradiz a versão inicial apresentada pela tutela. Nesses contactos, datados de finais de abril, António Pombeiro justificava o seu primeiro pedido de exoneração com alegadas irregularidades na gestão da SIRESP entre 2022 e 2024, precisamente sob a liderança de Viegas Nunes.

Luís Neves desvalorizou o teor das mensagens, enquadrando o episódio como um mal-entendido técnico. O ministro explicou que o secretário-geral adjunto terá interpretado que o seu conhecimento estava a ser questionado, mas que o gabinete apenas solicitou "um documento entendível pela comunicação social e pelos portugueses", uma justificação que Pombeiro terá compreendido e agradecido.

Segundo o titular da pasta da Administração Interna, António Pombeiro manteve-se em funções após esse esclarecimento, tendo formalizado a sua demissão definitiva na passada sexta-feira. O afastamento coincidiu com o momento em que foi notificado presencialmente sobre a nomeação do general Paulo Viegas Nunes para o cargo.

O ministro da Administração Interna aproveitou a deslocação a Cascais para reiterar que não existem ilegalidades na anterior gestão da rede de comunicações do Estado. Luís Neves baseou a sua posição nas conclusões do relatório da Inspeção-Geral de Finanças (IGF), sublinhando que o documento não aponta "um único facto" que possa ser censurável do ponto de vista de ética criminal.

"Nenhum dos factos vindos a público belisca minimamente o general", rematou o governante, confirmando a manutenção da confiança política e técnica no novo líder da SIRESP.

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