LONDRES – O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, reconheceu esta sexta-feira que os resultados obtidos pelo Partido Trabalhista nas eleições autárquicas são "muito difíceis". Apesar de assumir a responsabilidade pelo revés eleitoral, o chefe do Governo britânico recusou liminarmente a demissão, afirmando que o seu mandato serve precisamente para enfrentar desafios e não para "mergulhar o país no caos".
Em declarações aos jornalistas, citadas pela agência Lusa, Starmer lamentou a perda de centenas de eleitos locais, interpretando a votação como um sinal claro de impaciência do eleitorado. Para o líder trabalhista, os cidadãos demonstraram estar "fartos de que as suas vidas não mudem com a rapidez necessária", admitindo que é urgente convencer os britânicos de que a melhoria das condições de vida ainda é possível.
Embora tenha defendido decisões de governação, como a estabilização económica e a contenção perante o conflito com o Irão, Starmer confessou que o Executivo cometeu "erros desnecessários". "A minha tarefa agora é definir os passos para concretizar a mudança que as pessoas querem e merecem", vincou, reforçando a sua intenção de cumprir o mandato.
Os dados apurados até ao momento mostram uma performance surpreendente do Partido Reformista, que lidera na contagem de várias autarquias já fechadas. O cenário final só será conhecido após o apuramento total das 136 autarquias inglesas e dos votos para os parlamentos regionais da Escócia e do País de Gales, cujos resultados serão divulgados ao longo do dia de hoje.