JACARTA – A erupção do monte Dukono, na ilha de Halmahera, no leste da Indonésia, causou esta sexta-feira pelo menos três mortos e deixou outras 10 pessoas desaparecidas. Segundo informou a agência Lusa, as vítimas mortais incluem dois cidadãos estrangeiros e um residente local, que se encontravam numa zona de acesso interdito devido ao aumento da atividade vulcânica.
As autoridades locais revelaram que o grupo de pedestrianistas terá ignorado os avisos de segurança colocados nos trilhos e nas redes sociais. O chefe da polícia de Halmahera do Norte, Erlichson Pasaribu, lamentou que muitos turistas se tenham arriscado junto à cratera para criar conteúdos para as redes sociais. No momento da erupção, o vulcão projetou uma coluna de cinzas que atingiu os 10 quilómetros de altitude.
Equipas de busca e salvamento mantêm as operações no terreno, apesar dos constantes estrondos e do agravamento da atividade do vulcão, que se encontra no nível três de alerta. O resgate tem sido dificultado pelo terreno acidentado, que impede a circulação de veículos e obriga ao transporte manual das vítimas em macas. Até ao momento, sete pessoas conseguiram descer a montanha em segurança, enquanto cinco receberam assistência por ferimentos.
A agência nacional de geologia alertou ainda para o perigo de "chuva de cinzas" na cidade de Tobelo e arredores, sublinhando os riscos respiratórios e os impactos na rede de transportes. A Indonésia, situada no "Anel de Fogo" do Pacífico, regista uma atividade sísmica e vulcânica frequente devido à colisão de placas tectónicas na região.