O Presidente do Brasil, Lula da Silva, protagonizou um momento invulgar durante a sua visita oficial à Casa Branca, ao entregar a Donald Trump uma cópia do acordo nuclear com o Irão, negociado originalmente em 2010 pelo Brasil e pela Turquia. O encontro de três horas em Washington serviu para desanuviar um ano marcado por tensões tarifárias e atritos diplomáticos entre as duas maiores democracias do continente americano.
Diplomacia direta e pragmatismo Em conferência de imprensa, Lula da Silva relatou o tom direto da conversa: "Tá aí o documento, leia", terá dito a Trump, referindo que esta foi a segunda vez que facultou o texto ao líder norte-americano. Apesar do gesto, o Presidente brasileiro demonstrou pragmatismo, afirmando que não espera uma mudança radical na postura externa de Trump após uma única reunião, mas sublinhou que "conversar é muito mais barato e eficaz do que a guerra".
Brasil como mediador global Durante a reunião, Lula reforçou a disponibilidade do Brasil para atuar como mediador em conflitos internacionais, oferecendo inclusive uma perspetiva regional sobre temas sensíveis, como a situação em Cuba. O líder brasileiro destacou que, apesar das divergências ideológicas, o objetivo é consolidar a relação histórica e democrática entre os dois países, evitando embates diretos.
Sinais de reaproximação Do lado norte-americano, os sinais também foram positivos. Donald Trump utilizou as redes sociais para elogiar a dinâmica de Lula da Silva, classificando o encontro como "muito bom". Além da geopolítica, as delegações discutiram temas práticos como o comércio bilateral, o combate ao crime organizado e a exploração de minerais críticos. Segundo a agência Lusa e fontes locais, novos encontros entre representantes dos dois governos deverão ser agendados para os próximos meses.