Combustíveis mais baratos no final de 2025: gasolina e gasóleo registam quedas ligeiras
Publicado em 15/01/2026 13:06 • Atualizado 15/01/2026 14:15
Economia

Os preços dos combustíveis registaram uma ligeira descida no quarto trimestre de 2025, com a gasolina 95 a baixar 0,5% e o gasóleo rodoviário a recuar 1,0% face ao mesmo período do ano anterior. Os dados constam do mais recente relatório da EPCOL – Empresas Portuguesas de Combustíveis e Lubrificantes.

De acordo com a entidade, o preço médio de venda ao público (PMVP) da gasolina 95 foi inferior em 0,1 cêntimos por litro em relação ao trimestre anterior e em 0,8 cêntimos face ao período homólogo. No gasóleo rodoviário, a redução foi de 0,3 cêntimos em cadeia e de 1,6 cêntimos em termos homólogos. Já o GPL Auto registou um aumento trimestral de 0,4 cêntimos por litro, embora apresente uma queda expressiva de 8,5% em comparação com o mesmo trimestre de 2024.

No caso da gasolina, a descida das cotações internacionais e do custo associado à incorporação de biocombustíveis foi parcialmente anulada pelo aumento dos custos de armazenagem, distribuição e comercialização, bem como pela subida do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (ISP). No gasóleo, a redução do preço refletiu sobretudo a queda das cotações e dos custos operacionais, apesar do aumento do ISP.

Quanto ao autogás, a subida do preço em cadeia ficou a dever-se ao aumento das cotações e do custo dos biocombustíveis, que compensaram a diminuição dos custos de distribuição.

No último trimestre de 2025, o litro de gasolina 95 foi vendido a um preço médio de 1,695 euros, o gasóleo rodoviário a 1,568 euros e o autogás a 0,826 euros. A carga fiscal representou mais de metade do preço final da gasolina (56,5%) e do gasóleo (51,4%), enquanto no autogás foi de 39%.

Na comparação internacional, Portugal apresentou preços antes de impostos inferiores aos de Espanha, mas preços finais ao consumidor mais elevados na gasolina e no gasóleo. Já face à média da zona euro, os preços nacionais foram superiores na gasolina e no autogás, e ligeiramente inferiores no gasóleo.

A EPCOL alerta, no entanto, para a necessidade de cautela nestas comparações, sublinhando que os métodos de reporte e os níveis de incorporação de biocombustíveis variam entre países.

Fonte: CNNPORTUGAL / Foto ARQUIVO 

 

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