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Crise nas urgências do Amadora-Sintra leva à demissão da chefia médica
Publicado em 06/01/2026 14:30
Saúde
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A situação vivida nas urgências do Hospital Professor Doutor Fernando da Fonseca, em Amadora-Sintra, levou à demissão da chefe e da subchefe da equipa da Urgência Geral, na sequência de uma noite considerada crítica entre sexta-feira e sábado. A denúncia foi feita esta terça-feira pelo Sindicato dos Médicos da Zona Sul.

Em comunicado, o sindicato responsabiliza a administração da Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra por uma “grave incapacidade de gestão”, lembrando que a estrutura se encontra sem liderança efetiva desde novembro, altura em que o presidente se demitiu após um caso que envolveu a morte de uma grávida. Até ao momento, não foi nomeado substituto.

Segundo o sindicato, a escassez de médicos durante a madrugada colocou em risco a segurança de doentes e profissionais. A partir da meia-noite, e até às oito da manhã de sábado, apenas um médico permaneceu na área ambulatória, apesar de haver quase 180 doentes na urgência, mais de 60 dos quais no serviço de observação.

Os tempos de espera atingiram valores considerados inaceitáveis, com doentes classificados como muito urgentes a aguardarem mais de seis horas por observação médica, e casos urgentes a ultrapassarem 20 horas de espera. Para o sindicato, tratou-se de uma situação previsível, agravada pelo pico sazonal da gripe, sem que tenham sido tomadas medidas preventivas.

Já esta terça-feira, os dados do portal do SNS continuavam a refletir atrasos significativos, com tempos de espera superiores a 11 horas para doentes muito urgentes.

 

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul manifesta solidariedade com os profissionais do hospital e aponta responsabilidades ao Governo e à ministra da Saúde, acusando-os de falharem na criação de condições para fixar médicos no Serviço Nacional de Saúde. A ministra reconheceu, no domingo, que os tempos de espera nas urgências são “muito críticos”, sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo, admitindo que a situação não deverá melhorar nos próximos dias.

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