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Tensão no Atlântico Norte EUA planeiam interceptar petroleiro russo sancionado
Publicado em 06/01/2026 09:40 • Atualizado 07/01/2026 17:40
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Os Estados Unidos estão a preparar-se para tentar interceptar um petroleiro sancionado, conhecido inicialmente como Bella 1, atualmente sob alegada proteção russa, numa operação que pode gerar tensão com Moscovo, avançam várias fontes familiarizadas com o assunto.

O navio foi alvo de sanções norte-americanas em 2024 por integrar uma “frota fantasma” que transporta petróleo de forma ilícita. Originalmente a caminho da Venezuela, o petroleiro mudou de rumo para evitar a apreensão pela Guarda Costeira dos EUA. Nos últimos dias, o navio tem sido monitorizado no Atlântico Norte, próximo da costa do Reino Unido, segundo dados da empresa de inteligência comercial Kpler.

Durante a perseguição, a tripulação pintou uma bandeira russa no casco e o navio passou a constar do registo oficial da Rússia com o novo nome Marinera. Moscovo apresentou recentemente um pedido formal para que os EUA suspendam qualquer ação de apreensão, complicando o quadro legal da operação.

A Casa Branca recusou comentar, mas fontes noticiadas pela CBS indicam que os EUA planeiam não só interceptar o Bella 1, como também outros petroleiros sancionados que tenham tentado escapar nos últimos dias. Esta iniciativa surge no contexto do bloqueio decretado pelo governo Trump a navios sancionados que entrem ou saiam da Venezuela, numa tentativa de pressionar o regime de Nicolás Maduro.

O plano inclui o reforço de meios militares norte-americanos no Reino Unido. Dados de voo indicam a presença de aeronaves de vigilância P-8 a operar a partir da base da RAF Mildenhall, além de pelo menos 12 C-17, dois V-22 Osprey e dois aviões de ataque AC-130 recentemente destacados para bases britânicas. Dois reabastecedores KC-135 também têm operado sobre o Atlântico Norte, possivelmente para apoiar a missão de intercepção.

Especialistas alertam que a apreensão do petroleiro exigiria uma Equipa Especial de Resposta Marítima, devido à complexidade da operação, agravada pelo mau tempo e pela reivindicação russa sobre o navio.

O episódio reforça o risco de confronto entre Washington e Moscovo, com implicações significativas para o transporte de petróleo e para a estabilidade geopolítica na região.

FontecnnportugalFoto: Hakon Rimmereid / AFP

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