O presidente da Câmara de Aveiro, Luís Souto Miranda, confirmou esta sexta-feira a intenção do município de implementar um sistema de videovigilância, assegurando, porém, que a cidade não se tornará num cenário de “Big Brother”.
Em resposta ao vereador do Chega, Diogo Machado, que pediu a inclusão de um projeto de videovigilância nas Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026 com dotação própria e calendário definido, o autarca garantiu que o processo iniciado pelo executivo anterior será retomado, com prioridade para locais considerados estratégicos, após reunião com o novo comandante distrital da PSP em dezembro.
Souto Miranda admitiu a existência de incidentes de segurança, mas sublinhou que Aveiro continua a ser um concelho tranquilo, sem aumento significativo de criminalidade organizada ou violenta.
O vereador Diogo Machado defendeu a instalação de cerca de 200 câmaras para responder à sensação de insegurança, citando casos de vandalismo e assaltos no centro urbano e na avenida Lourenço Peixinho desde 2024. O autarca salientou que cidades de dimensão semelhante já implementaram sistemas de videovigilância sem comprometer a liberdade dos cidadãos, aumentando apenas a prevenção e a capacidade de investigação criminal.
O investimento estimado para o projeto, segundo Machado, rondaria entre 700 mil euros e um milhão de euros, valor considerado compatível com o orçamento municipal para 2026.
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