A Central Intelligence Agency (CIA) confirmou que a Ucrânia não tentou atacar a residência do Presidente russo Vladimir Putin em Valdai, contrariando alegações de Moscovo. Segundo informações de Washington citadas pelo Wall Street Journal, o objetivo militar ucraniano era outro, já previamente atacado na região de Novgorod, e não a mansão do líder russo.
O episódio gerou críticas de Donald Trump, que recebeu a informação diretamente de Putin e afirmou que a Rússia estaria a usar o incidente para atrapalhar o processo de paz na Ucrânia. O ex-presidente norte-americano partilhou nas redes sociais um editorial do New York Post, acusando Moscovo de fabricar narrativas para minar negociações e de aliar-se a países como Irão, Coreia do Norte e Venezuela contra os interesses ocidentais.
O Ministério da Defesa russo anunciou que irá enviar aos Estados Unidos análises dos destroços dos drones alegadamente envolvidos no ataque, incluindo dados da missão de voo. Moscovo afirma que 91 drones sobrevoaram várias regiões, incluindo Briansk, Smolensk, Tver e Novgorod, mas a Ucrânia e os aliados confirmam que as acusações são falsas.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reafirmou que a acusação russa não corresponde à realidade e que aliados de Kiev podem verificar a falsidade do incidente com os seus recursos técnicos. A alta representante da UE, Kaja Kallas, classificou a narrativa como “uma distração deliberada”.
O episódio surge num momento delicado, em que Kiev afirma que o acordo de paz com Moscovo está 90% concluído, faltando apenas 10% que envolvem questões determinantes de segurança e território. Zelensky sublinhou que a Ucrânia procura o fim do conflito, mas não “a qualquer preço”, exigindo garantias para evitar futuras invasões e recusando legitimar a anexação de áreas ocupadas pela Rússia.
FonteexpressoimagemIA