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Ventura Lança Pacote de Emergência para a Habitação e Aceita Regresso ao Défice
O líder do Chega exige alívio fiscal no IRS e IMI para travar a escalada dos protestos nas ruas, avisando o Governo de que o acordo sobre a lei do arrendamento pode cair na especialidade.
Por Redação
Publicado em 18/10/2026 18:15
Nacional
@Lusa

Lisboa, 18 out 2026 (Lusa) — O presidente do Chega, André Ventura, anunciou este domingo a apresentação iminente de um “pacote legislativo de emergência” para o setor da habitação, defendendo uma revisão profunda dos benefícios fiscais e o aumento expressivo do abatimento de despesas no IRS.

Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, o líder do Chega defendeu a necessidade de um consenso parlamentar focado nos problemas reais dos cidadãos, propondo reapreciar os incentivos fiscais concedidos a grandes compradores estrangeiros, rever as regras do IMI e aumentar em 50% as deduções em IRS associadas aos custos com rendas e prestações do crédito à habitação.

Confrontado com o impacto orçamental das propostas, André Ventura assumiu pragmaticamente o risco de colocar as contas públicas em terreno negativo para responder à urgência das famílias. “Não interessa de nada termos um país de contas ricas com pessoas pobres. Não interessa de nada termos um país com contas certas com pessoas todos os meses com contas incertas”, frisou, argumentando que a prioridade tem de ser a estabilidade financeira dos portugueses.

Sobre a ligação ao Executivo da AD quanto à lei do arrendamento, Ventura esclareceu que os compromissos assumidos dependem das alterações a efetuar durante a discussão na especialidade no Parlamento. O líder do Chega advertiu que, caso o Governo não corrija o diploma, a proposta “não passará”, alertando ainda para a probabilidade de as manifestações populares continuarem a alastrar-se e a ganhar dimensão transversal na sociedade.

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