Lisboa, 17 out 2026 (Lusa) – O Presidente da República, António José Seguro, afirmou hoje categoricamente que a pobreza não pode ser vista como uma fatalidade e defendeu que, no quadro de uma democracia plena, é inaceitável que existam cidadãos privados de habitação, saúde, educação ou emprego digno.
Na mensagem divulgada na página da Presidência da República para assinalar o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, o chefe de Estado frisou que a carência financeira representa uma limitação direta à liberdade e à dignidade humana. Embora tenha reconhecido que a população em risco de pobreza ou exclusão social baixou recentemente dos dois milhões, Seguro advertiu que o contingente de 1,66 milhões de pessoas afetadas exige uma reflexão profunda e ação contínua por parte do país.
O Presidente alertou para a realidade de vários grupos vulneráveis, desde crianças e jovens impossibilitados de perspetivar o futuro a idosos com reformas insuficientes, sem esquecer os cidadãos que, mesmo estando empregados, continuam a viver no limiar da pobreza. A concluir, António José Seguro sublinhou que a criação de riqueza e a proteção social têm de caminhar lado a lado na construção de uma sociedade genuinamente justa.