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Chega E PCP Unem Críticas Contra "Paralisia" De Ana Paula Martins
Direita radical e comunistas apontam o dedo ao colapso nas urgências, ao atraso no socorro e ao alegado desmantelamento do serviço público a favor do setor privado.
Por Redação
Publicado em 10/09/2026 09:57
Nacional
Foto:Lusa

Lisboa, 10 set 2026 (Lusa) — O Chega e o PCP voltaram a colocar a gestão do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no centro do debate político, acusando esta quarta-feira a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, de incapacidade para responder à crise prolongada no setor. Os ataques da oposição surgiram no âmbito da Comissão Permanente da Assembleia da República.

Pela bancada do Chega, a deputada Marta Silva criticou a postura do primeiro-ministro, Luís Montenegro, alegando que o chefe do executivo evitou falar de saúde durante a moção de censura do dia anterior. "Durante o verão aconteceu uma coisa extraordinária: deixámos de falar de saúde, mas os problemas não desapareceram, com urgências colapsadas, listas de espera a aumentar, portugueses sem médico de família e profissionais exaustos", alertou a parlamentar, sustentando que Ana Paula Martins se apresenta "politicamente esgotada a dirigir profissionais fisicamente esgotados". Marta Silva denunciou ainda o gasto de verbas públicas em cargos de nomeação enquanto faltam operacionais e recordou mortes motivadas por atrasos na resposta do INEM.

Por sua vez, a líder da bancada comunista, Paula Santos, centrou a sua intervenção na "acelerada degradação das condições de vida" e nas barreiras no acesso aos cuidados hospitalares, destacando tempos de espera superiores a 11 horas nas urgências durante os meses de verão. A deputada do PCP acusou o Governo de falhar nas promessas de resolução rápida dos problemas e de adotar uma estratégia deliberada de "desmantelar o SNS e favorecer a saúde privada", citando os fechos de urgências de obstetrícia e o encaminhamento de utentes para privados.

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