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Montenegro Revela Que Desconto Nos Combustíveis Já Chega Aos 700 Milhões E Admite Novas Medidas
O primeiro-ministro nega que o Estado esteja a lucrar com a subida dos preços, atribui a escalada ao conflito no Médio Oriente e deixa a porta aberta a novos apoios caso a pressão financeira se mantenha.
Por Redação
Publicado em 04/09/2026 20:53
Economia
@Lusa

Nelas, Viseu, 04 set 2026 (Lusa) — O primeiro-ministro, Luís Montenegro, revelou hoje que o apoio estatal através do desconto nos impostos sobre os combustíveis já soma cerca de 700 milhões de euros em 2026. À margem de uma visita à Feira do Vinho do Dão, em Nelas, o chefe do Governo admitiu ainda a adoção de novas medidas de alívio caso a tendência de subida dos preços se prolongue.

Perante as recentes críticas sobre o encaixe fiscal do Estado, o líder do executivo rejeitou categoricamente que o Governo esteja a beneficiar com a escalada de preços nas bombas. Montenegro assegurou que a receita adicional obtida através do IVA é integralmente devolvida aos cidadãos sob a forma de desconto no Imposto sobre Produtos Petrolíferos (ISP), garantindo que a administração pública não está a arrecadar nem mais um cêntimo à custa desta crise.

O primeiro-ministro enquadrou a forte instabilidade dos mercados energéticos nas consequências do prolongamento da instabilidade geopolítica no Médio Oriente, sublinhando que a conjuntura atual prejudica por igual famílias, empresas e o próprio Estado.

Montenegro reafirmou o compromisso do executivo em monitorizar de perto a evolução dos mercados internacionais e garantiu flexibilidade para intervir com os ajustamentos necessários caso o ciclo de agravamento nos custos dos combustíveis persista nas próximas semanas.

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