As taxas de juro da dívida soberana portuguesa apresentaram uma tendência de subida nos vários prazos de maturidade durante a sessão de negociação no mercado secundário. O agravamento dos rendimentos exigidos pelos investidores fez-se sentir de forma transversal nos títulos a 2, 5 e 10 anos.
Nas maturidades mais curtas, a dois anos, a taxa registou um ligeiro avanço, acompanhada pela tendência observada na maturidade a cinco anos, considerada um indicador intermédio do custo de financiamento do Estado. Por sua vez, a dívida a 10 anos — a principal referência para o mercado e para o custo de capital a longo prazo — acompanhou o movimento ascendente, alinhando-se com a pressão sentida no mercado de rendimento fixo da Zona Euro.
Esta subida contínua nos juros das Obrigações do Tesouro (OT) reflete as recentes expetativas dos mercados financeiros relativamente à política monetária do Banco Central Europeu (BCE) e à evolução da inflação no espaço europeu, fatores que continuam a ditar o comportamento dos spreads e da dívida dos países da periferia da região.
Fonte - Lusa