ECONOMIA — As estatísticas oficiais mais recentes sobre o mercado de trabalho nacional confirmam um recuo contínuo no volume de ajudas públicas ligadas à desocupação profissional. Em junho, o contingente de cidadãos abrangidos pelas várias tipologias de prestações de desemprego caiu para o patamar mais reduzido desde o final do verão de 2023, situando-se em pouco mais de 168 mil pessoas.
Esta trajetória descendente é visível tanto no desempenho mensal como na comparação interanual. De acordo com o balanço do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP), foram contabilizados menos 12 mil beneficiários do que no mês homólogo do ano transato e menos cerca de 8,8 mil do que no mês imediatamente anterior.
A quebra foi transversa a quase todas as tipologias de apoio, sobaindo a descida acentuada no subsídio social de desemprego inicial, que registou uma redução anual superior a 20%. Em sentido oposto evoluiu a prestação média mensal atribuída aos trabalhadores sem emprego, que ultrapassou ligeiramente a fasquia dos 760 euros — um aumento de 8,1% em relação ao período homólogo, impulsionado pelo perfil dos salários de referência.
Os dados do organismo oficial confirmam ainda a persistência de uma assimetria de género no acesso às prestações, continuando as mulheres a ser a maioria dos titulares destas ajudas estatais (quase seis em cada dez casos).
Fonte-Lusa