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Comissão Europeia analisa propostas da Sanofi para fechar investigação sobre vacinas da gripe
Bruxelas lançou uma consulta pública para avaliar se as medidas apresentadas pela farmacêutica resolvem as suspeitas de que terá tentado desacreditar o seu único rival no mercado.
Por Redação
Publicado em 08/07/2026 11:27
Sociedade
Netpharma

A Comissão Europeia deu início a uma fase de consulta pública para analisar o conjunto de garantias apresentadas pela multinacional francesa Sanofi. O objetivo é responder às preocupações de Bruxelas, que suspeita que a farmacêutica tenha abusado da sua posição dominante no mercado europeu de vacinas contra a gripe destinadas a grupos mais vulneráveis.

O caso remonta a uma investigação formal aberta pelo executivo comunitário, centrada numa campanha promocional que a Sanofi terá dirigido a profissionais de saúde, sobretudo em França e na Alemanha. Segundo as autoridades da concorrência, a publicidade em causa procurava apresentar o fármaco concorrente (o Fluad, da CSL Seqirus) como inferior ao produto da Sanofi (Efluelda), sugerindo que a eficácia da vacina rival não tinha uma base científica sólida.

Bruxelas considerou, numa avaliação preliminar, que estas alegações contrariavam as diretrizes do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) e dos comités de vacinação nacionais. Se estas práticas de descredibilização forem confirmadas, representam uma violação direta das regras europeias de concorrência que proíbem o abuso de posição dominante.

Agora, o mercado e os parceiros do setor têm a oportunidade de se pronunciar sobre os compromissos sugeridos pela Sanofi. Caso a Comissão Europeia considere que as medidas propostas pela farmacêutica são suficientes para repor a concorrência leal, o acordo tornar-se-á juridicamente vinculativo.

Isto permitirá encerrar o processo sem a aplicação imediata de uma coima, embora a Sanofi fique sob forte vigilância: o incumprimento das promessas validadas por Bruxelas poderá resultar numa multa pesada, que pode ascender até 10% do seu volume de negócios anual global.

Fonte - Lusa

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