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Venezuela/Sismos: Presidente acolhe chefe humanitário da ONU para coordenar resposta
Tom Fletcher inicia visita de quatro dias após tragédia que já fez mais de 3.600 mortos; Nações Unidas disparam financiamento de apoio para os 255 milhões de euros.
Por Redação
Publicado em 08/07/2026 06:24
International
@Lusa

Caracas, 08 jul 2026 (Lusa) — A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, liderou esta terça-feira uma reunião crucial em Caracas com o secretário-geral adjunto da ONU para os Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, com o objetivo de alinhar as operações de socorro após os devastadores sismos que assolaram o país a 26 de junho.

A cimeira de emergência contou ainda com a participação do chefe da diplomacia venezuelana, Yván Gil, e do presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez. Através das redes sociais, o líder parlamentar sublinhou que o foco esteve na articulação de esforços para mitigar o rasto de destruição de uma catástrofe que já contabiliza, pelo menos, 3.685 vítimas mortais, 16.740 feridos e perto de 18 mil pessoas desalojadas. No encontro, que incluiu o coordenador da ONU no país, Gianluca Rampolla, foi desenhado um plano de assistência global para albergar e apoiar as milhares de famílias afetadas.

De acordo com informações partilhadas por Stéphane Dujarric, porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres, Tom Fletcher cumprirá uma missão de quatro dias em solo venezuelano. A agenda do alto responsável das Nações Unidas prevê encontros diretos com sobreviventes, com as equipas de resgate que continuam na linha da frente e com governantes locais. Adicionalmente, Fletcher vai conduzir hoje, a partir da capital venezuelana, uma conferência ministerial por via digital para apresentar as necessidades mais prementes e mobilizar a solidariedade e os donativos dos restantes Estados-membros da organização.

Face à gravidade da situação, a comunidade internacional decidiu reforçar substancialmente o investimento financeiro no terreno. O fundo destinado ao Plano de Resposta Humanitária para a Venezuela escalou para os 300 milhões de dólares (cerca de 255 milhões de euros), uma subida drástica face aos 115 milhões de dólares que estavam cabimentados antes do desastre natural. No teatro de operações, as agências da ONU e as organizações parceiras trabalham em estreita coordenação com as autoridades venezuelanas para acelerar a entrega de bens essenciais à população sobrevivente.

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