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Sete distritos permanecem hoje sob aviso vermelho devido ao calor
IPMA reduz número de regiões no nível mais crítico de alerta, mas temperaturas máximas ainda podem atingir os 44 °C no continente.
Por Redação
Publicado em 05/07/2026 10:16
Nacional
@Lusa

Lisboa, 05 jul 2026 (Lusa) — O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) decidiu manter sete distritos de Portugal continental sob aviso vermelho este domingo, o nível mais severo da escala meteorológica. Apesar da gravidade da situação provocada pela atual vaga de calor, o número representa uma descida face ao sábado, dia em que treze distritos estavam sob este alerta máximo.

Até às 23:00 de hoje, o aviso vermelho vigora nos distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal, Portalegre, Évora, Beja e Castelo Branco. Por outro lado, distritos como Porto, Viana do Castelo, Braga, Aveiro, Coimbra e Leiria viram o seu estado desagravado para aviso laranja. Sob este segundo nível mais grave encontram-se também Bragança, Viseu, Guarda, Vila Real e Faro, devido à persistência de noites tropicais e máximas sufocantes. Na Madeira, as zonas montanhosas continuam sob aviso laranja até terça-feira, enquanto as restantes áreas da ilha e Porto Santo ficam sob aviso amarelo.

Esta vaga de calor extremo traz termómetros a roçar os 44 °C de máxima e mínimas que não baixam dos 24 °C a 28 °C. Perante este cenário, o Governo decretou a situação de alerta em todo o território nacional, aplicando medidas de exceção como a proibição do uso de máquinas agrícolas. Paralelamente, a Proteção Civil elevou o estado de prontidão para o nível III, ativando a capacidade máxima de combate aos fogos rurais. Perante o risco generalizado, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, já garantiu o reforço de meios aéreos vindos de Espanha e Itália através do Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Face à severidade do clima, a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu diretrizes urgentes às autarquias. A autoridade de saúde apela aos municípios para que monitorizem as populações mais vulneráveis através de visitas domiciliárias, disponibilizem pontos de água potável e criem "zonas de arrefecimento" com a abertura de abrigos climatizados temporários ou o prolongamento do horário de piscinas e bibliotecas públicas.

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