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Aviso laranja por causa do calor alarga-se a todo o continente na sexta-feira
A subida progressiva das temperaturas máximas e mínimas coloca os distritos sob alerta a partir de quarta-feira, levando a tutela da Saúde a emitir recomendações para empresas e trabalhadores de forma a mitigar riscos.
Por Redação
Publicado em 30/06/2026 15:50
Nacional
@Lusa

Lisboa, 30 jun 2026 (Lusa) — O território continental português vai ficar totalmente sob aviso laranja na próxima sexta-feira devido à intensificação de uma vaga de calor extremo, segundo a informação partilhada pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). O agravamento das condições meteorológicas faz-se sentir de forma gradual, começando já esta quarta-feira com a elevação para o segundo nível de alerta mais grave nos distritos de Beja, Évora, Portalegre e Castelo Branco, motivado não só pelo pico das máximas mas também por valores invulgarmente altos nas temperaturas mínimas durante o período noturno. No arranque desta semana, o quadro meteorológico já tinha motivado a ativação do aviso amarelo — o primeiro patamar da escala — numa larga faixa geográfica que inclui desde os distritos do norte e interior, como Viana do Castelo, Braga, Porto, Vila Real e Bragança, até às regiões do centro e sul, abrangendo a Guarda, Setúbal e o Alentejo.

A progressão desta massa de ar quente estender-se-á a novas áreas geográficas na quinta-feira, afetando diretamente os distritos litorais e centrais de Lisboa, Santarém, Setúbal, Leiria e Faro, permanecendo sob vigência de aviso laranja pelo menos até ao início do dia seguinte. O fecho do mapa de alertas em todo o continente consumar-se-á logo na madrugada de sexta-feira, altura em que o IPMA alargará o estatuto de risco acrescido às capitais de distrito que ainda restavam, nomeadamente Coimbra, Aveiro, Viseu, Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Bragança e Guarda. O panorama previsto para as próximas jornadas aponta para uma subida térmica mais pronunciada nas regiões do interior do país, estimando-se que os termómetros oscilem entre os 23 graus de máxima na costa aveirense e picos que podem atingir os 39 graus na região de Évora.

Diante do cenário de forte canícula, as instâncias de saúde pública nacionais já começaram a tomar medidas preventivas para proteger a população mais vulnerável e os profissionais ativos. A Direção-Geral da Saúde (DGS) procedeu à divulgação de um manual com orientações específicas direcionadas para o tecido empresarial, visando a salvaguarda de quem trabalha exposto a ambientes de calor intenso através da reestruturação de horários, monitorização de pausas e reforço dos regimes de hidratação. O impacto desta onda de calor está também sob o radar do Ministério da Saúde, tendo a governante Ana Paula Martins assumido publicamente a sua inquietação face aos potenciais reflexos que as temperaturas extremas prolongadas possam vir a registar nas taxas de mortalidade em Portugal, replicando uma tendência já observada noutras geografias europeias.

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