MENU
Carneiro diz que há casas prontas à espera “de um novo ciclo eleitoral” para serem entregues
O líder dos socialistas encerrou as jornadas parlamentares na Amadora com críticas ao Executivo, classificando como "desumano" o alegado bloqueio de habitações concluídas há um ano e meio para aproveitamento político.
Por Redação
Publicado em 30/06/2026 14:47 • Atualizado 30/06/2026 14:51
Nacional
@Lusa

Amadora, Lisboa, 30 jun 2026 (Lusa) — O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, lançou esta terça-feira uma forte acusação contra o Executivo, afirmando que existem fogos habitacionais totalmente concluídos e em condições de habitabilidade que não estão a ser disponibilizados às populações por mera estratégia político-eleitoral. No encerramento das jornadas parlamentares da bancada do PS, que decorreram no município da Amadora, o líder da oposição considerou a situação inadmissível e destituída de humanidade. Carneiro questionou publicamente as motivações do Governo para manter fechados imóveis que estarão prontos há cerca de 18 meses, sugerindo que a tutela pretende instrumentalizar as chaves das habitações como cenário de campanha e trunfo eleitoralista num próximo sufrágio.

O líder socialista detalhou que o património edificado em causa não se restringe a soluções de alojamento temporário ou de emergência, englobando também habitações planeadas para a fixação de agregados familiares jovens. Confrontado com os dados que lhe foram transmitidos localmente, José Luís Carneiro adiantou que já articulou uma deslocação oficial de fiscalização aos referidos complexos habitacionais com o intuito de denunciar perante a opinião pública o que apelidou de atitude absurda e insustentável. O dirigente partidário sublinhou o contrassenso de manter as portas trancadas a imóveis cuja construção foi impulsionada por executivos anteriores, numa conjuntura em que o país enfrenta uma crise severa no acesso à habitação que penaliza severamente os jovens, a população sénior e franjas vulneráveis como as mulheres vítimas de violência doméstica.

Comentários