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Professora já falecida convocada para corrigir exames expõe caos na avaliação digital
Erros nas convocatórias, falhas na plataforma e exames incompletos levam a Missão Escola Pública a apelar aos docentes para pedirem Escusa de Responsabilidade.
Por Redação
Publicado em 29/06/2026 16:44
Nacional

A convocatória de uma professora já falecida para corrigir exames nacionais de Física e Química tornou-se o mais recente símbolo do caos que está a marcar a primeira fase de correção digital das provas nacionais. O caso, registado na Figueira da Foz, junta-se a dezenas de outros erros denunciados por professores e movimentos em defesa da Escola Pública.

Em vários pontos do país, docentes foram chamados para corrigir exames de disciplinas que nunca lecionaram ou para as quais não têm qualquer formação específica. Há também professores aposentados que continuam a surgir nas listas de classificadores, enquanto algumas disciplinas permanecem sem qualquer convocatória, apesar de os exames já terem sido realizados.

As denúncias apontam ainda para graves falhas na plataforma digital utilizada na correção das provas. Professores relatam respostas de alunos incompletas, folhas de continuação desaparecidas ou associadas a outros estudantes e dificuldades constantes no acesso aos itens de avaliação.

Perante a situação, a Missão Escola Pública (MEP) considera que está em causa o rigor e a fiabilidade das classificações e apelou aos docentes para recorrerem à figura da Escusa de Responsabilidade, prevista na lei, sempre que entendam não existirem condições para garantir uma avaliação justa e tecnicamente segura.

O Ministério da Educação atribuiu parte da responsabilidade às escolas, defendendo que estas devem garantir a atualização das informações sobre os docentes. No entanto, associações de diretores e sindicatos rejeitam essa posição, argumentando que o problema resulta da implementação do novo sistema de digitalização dos exames e não de falhas das escolas.

Professores e movimentos de defesa da Escola Pública alertam ainda que os prazos estabelecidos para concluir as correções até 10 de julho poderão ser impossíveis de cumprir, aumentando o receio de atrasos e de consequências para milhares de alunos em todo o país.

Fonte:CNN Porugal / Foto:IA

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