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Governo garante que reforma do Estado é para todos
Em Coimbra, o ministro Gonçalo Matias destacou a importância de uma evolução conjunta entre executivo, autarquias e sociedade civil para a modernização do país.
Por Redação
Publicado em 29/06/2026 17:36
Nacional
@Lusa

Coimbra, 29 jun 2026 (Lusa) — O ministro-Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, sublinhou hoje que a reestruturação das instituições públicas se destina à totalidade dos cidadãos e que a sua viabilização depende diretamente do envolvimento dos líderes locais e da comunidade em geral. O governante enfatizou que este processo não deve ser visto como uma dinâmica interna do Executivo ou de circuito fechado para os presidentes de câmara, mas sim como uma transformação focada nas necessidades reais das populações locais. A declaração foi proferida na sessão de abertura do debate “Um Estado que simplifica — Um Estado que responsabiliza”, realizado no Convento São Francisco, na cidade de Coimbra, onde foi enaltecido o espírito de cooperação nacional por cima de divergências de cariz partidário ou ideológico.

Durante a sua alocução, Gonçalo Matias realçou a postura do Governo ao recorrer ao conhecimento especializado das universidades portuguesas para delinear esta estratégia, rejeitando posições de autossuficiência governativa. O ministro explicou que a renovação do aparelho estatal é um trajeto progressivo e com margem para ajustamentos e conversações, desmistificando a ideia de que alterações profundas desta natureza se concretizam no curto prazo. Segundo o próprio, a elaboração das novas diretrizes jurídicas exige rigor para assegurar a sua estabilidade e eficácia futuras, necessitando igualmente de ser acompanhada por uma profunda alteração de paradigma na cultura organizacional, tanto no setor público como no tecido empresarial privado.

O titular da pasta da Reforma do Estado concluiu apontando para a urgência de substituir o atual ambiente de suspeição burocrática por uma lógica baseada na confiança mútua. Na perspetiva do governante, esta transição é fundamental para dar maior autonomia a empresários, cidadãos e funcionários da administração pública, permitindo a execução célere de projetos e decisões que depois serão avaliados sob o critério da responsabilidade. Gonçalo Matias assegurou que está em curso uma profunda redução da complexidade das leis vigentes, com o objetivo de construir uma máquina administrativa mais ágil, digitalizada e focada no cumprimento de metas concretas.

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