MENU
Carneiro aponta “aliança com beijos e amuos” entre AD e Chega e diz que alternativa é o PS
O líder dos socialistas discursou na Comissão Nacional do partido, onde responsabilizou o Governo de Luís Montenegro pelo abrandamento económico e pela perda de poder de compra das famílias.
Por Redação
Publicado em 28/06/2026 20:01
Nacional
@Lusa

Lisboa, 28 de junho de 2026 (Lusa) — O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, criticou hoje a proximidade política entre a Aliança Democrática (AD) e o Chega, descrevendo a relação entre ambos como um jogo de "beijos e amuos", ao mesmo tempo que apresentou o PS como a única opção real de governação para o país.

"Os portugueses podem não acompanhar todas as manobras políticas da AD e o Chega e nem perceber o namoro que umas vezes é feito com beijos, outras vezes é feito com amuos", atirou José Luís Carneiro durante a abertura da reunião da Comissão Nacional do PS, que teve lugar na capital. No encontro, que incluiu a discussão das moções temáticas saídas do congresso recente, o dirigente partidário focou o seu discurso na incapacidade do atual Executivo para resolver os problemas estruturais do país, assegurando que o PS se posiciona como uma alternativa "sólida, responsável e credível".

A assinalar exatamente um ano desde que assumiu a liderança do partido, Carneiro dirigiu-se diretamente ao primeiro-ministro, rejeitando as críticas à herança socialista: "Se a economia cresce menos e perde competitividade, a culpa não é do Partido Socialista. É um falhanço do seu Governo", disparou, associando à AD o balanço negativo das exportações de bens em 2025 — cujo défice ultrapassou os 30 mil milhões de euros —, a quebra no investimento estrangeiro e o empobrecimento das famílias.

O líder socialista recordou que o seu lema desde o primeiro dia tem sido colocar "sempre o interesse do país acima de qualquer interesse partidário ou pessoal". Olhando para o futuro próximo, José Luís Carneiro estabeleceu quatro eixos prioritários de ação, encabeçados pela criação de uma estratégia económica focada na produtividade e na competitividade nacional.

A segunda prioridade passa por combater a perda de poder de compra. "É tempo de derrubar o muro de insensibilidade que o Governo ergueu perante as dificuldades das famílias", sublinhou, acusando a tutela de sobrecarregar diariamente os cidadãos através da carga fiscal nos combustíveis.

O líder do PS garantiu ainda que o partido vai insistir em propostas parlamentares para o aumento das reformas mais vulneráveis, defendendo que os pensionistas precisam de "respostas e de ação" imediatas. Para concluir, Carneiro apelou ao Governo de base PSD/CDS-PP que demonstre competência em áreas sensíveis como o acesso à habitação, a melhoria de salários e o Serviço Nacional de Saúde, exortando o Executivo a abandonar o que classificou de "manobras ideológicas com o partido da extrema-direita".

Comentários