Portalegre, 26 de junho de 2026 (Lusa) — Um militar da Guarda Nacional Republicana recorreu hoje de manhã à sua arma de serviço para efetuar vários disparos para o ar no interior do Centro de Formação de Portalegre. De acordo com fontes oficiais da instituição, o incidente não provocou quaisquer feridos ou prejuízos materiais.
A Divisão de Comunicação e Relações Públicas da GNR adiantou à agência Lusa que a situação se desenrolou no período matutino, numa altura em que o guarda se encontrava a cumprir funções de serviço interno nas instalações de formação.
O episódio ocorreu no mesmo dia em que o Ministro da Administração Interna se deslocou a Portalegre para presidir à cerimónia oficial do juramento de bandeira de 652 guardas provisórios. Contudo, o ato oficial teve lugar no Estádio Municipal de Portalegre — uma localização perfeitamente distinta e afastada do centro de formação onde os tiros foram disparados.
Em esclarecimentos por escrito, a GNR sublinhou que o militar em causa "aparentava instabilidade do foro psicológico" no momento em que utilizou a arma. A situação acabou por ser rapidamente controlada e o homem recebeu assistência imediata por parte dos serviços clínicos da própria Guarda.
Posteriormente, segundo confirmou outra fonte policial à Lusa, o operacional foi reencaminhado sob medida de internamento compulsivo para uma unidade hospitalar especializada em Lisboa.
A tutela confirmou ainda que o caso foi prontamente comunicado às instâncias competentes, ficando agora sob a alçada da Polícia Judiciária Militar e do Ministério Público. Apesar de a GNR não ter detalhado a proximidade de figuras de Estado ao local exato, a Rádio Renascença avançou que o Ministro da Administração Interna se encontrava a almoçar com o Comandante-Geral da GNR no refeitório do Centro de Formação precisamente no momento em que o incidente eclodiu.