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Portugal vai enviar 50 elementos da proteção civil de emergência para a Venezuela – PM
Luís Montenegro articulou o envio da equipa de socorro diretamente com a Presidente venezuelana e garantiu a mobilização total do corpo consular para apoiar a vasta comunidade lusa no país.
Por Redação
Publicado em 25/06/2026 16:12
Nacional
@Lusa

Lisboa, 25 jun 2026 (Lusa) — O Executivo português disponibilizou uma força operacional composta por 50 profissionais da proteção civil e emergência médica para colaborar nas missões de resgate na Venezuela, uma ajuda que já foi aceite pelas autoridades locais após os graves terramotos registados na madrugada de quarta-feira. O anúncio foi feito pelo Primeiro-Ministro.

Luís Montenegro divulgou a medida através de uma publicação na rede social X, na sequência de um contacto telefónico oficial com a Presidente venezuelana, Delcy Rodríguez.

"Portugal está inteiramente disponível para prestar auxílio à Venezuela no local, no momento e nos moldes que o Governo daquele país considerar mais convenientes. Colocámos de imediato à disposição uma comitiva de socorro urgente com 50 especialistas, uma iniciativa que a Presidente Delcy Rodríguez agradeceu e validou sem hesitações", sublinhou o chefe do Governo português.

Durante a conversa, o governante português fez questão de expressar à homóloga venezuelana o "profundo sentimento de solidariedade de toda a nação portuguesa para com a população e as instituições da Venezuela perante este cenário dramático", manifestando ainda o seu pesar pelas mortes confirmadas.

O Primeiro-Ministro adiantou também que o país vai integrar a resposta humanitária coordenada por Bruxelas. "Iremos associar-nos ao esforço coletivo da União Europeia por via do Mecanismo Europeu de Proteção Civil, uma assistência que a Venezuela já requereu formalmente", apontou.

No plano do apoio direto aos cidadãos nacionais, Luís Montenegro garantiu que a Embaixada de Portugal em Caracas, juntamente com todos os postos consulares, se encontra em alerta máximo para dar suporte à expressiva comunidade portuguesa radicada na Venezuela. "Existe uma linha de contacto direta aberta entre a Venezuela e Portugal para assistência tanto a nível bilateral como no quadro europeu. Podem contar connosco quer na fase de resposta imediata, quer na posterior reconstrução desta tragédia natural", asseverou.

A catástrofe decorre de dois abalos sísmicos de forte intensidade que fustigaram o território venezuelano na quarta-feira, contabilizando já um registo provisório de pelo menos 164 mortos e mais de nove centenas de feridos. Segundo os dados apurados pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro sismo atingiu uma magnitude de 7,2 a cerca de 200 quilómetros da capital, seguindo-se um segundo abalo ainda mais destrutivo de 7,5, além de cerca de duas dezenas de réplicas.

A destruição material concentrou-se severamente na área costeira de La Guaira, a norte de Caracas, onde colapsaram dezenas de edifícios de habitação e comércio. É precisamente nessa região fustigada que o Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirmou o desaparecimento de cinco cidadãos de nacionalidade portuguesa, quatro dos quais pertencentes ao mesmo agregado familiar.

O ecossistema migratório na Venezuela constitui uma das maiores e mais influentes comunidades portuguesas espalhadas pelo globo e a segunda maior em solo latino-americano. Estimativas oficiais apontam para a existência de cerca de 1,2 milhões de portugueses e lusodescendentes no país, com origens vincadas sobretudo na Região Autónoma da Madeira, assim como nos distritos de Aveiro e do Porto.

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