Lisboa, 25 jun 2026 (Lusa) — O Primeiro-Ministro português garantiu esta quinta-feira que o executivo nacional está em condições de acionar de imediato o envio de apoio humanitário e equipas de emergência para a Venezuela, face ao rasto de destruição deixado pelos recentes sismos no país.
Através de uma mensagem publicada na rede social X, Luís Montenegro expressou a sua consternação perante a catástrofe natural e dirigiu uma palavra de conforto tanto à população local como aos milhares de cidadãos portugueses e lusodescendentes que residem no território venezuelano. "A impressionante força dos sismos que afetaram a Venezuela une-nos a todos em volta de um país a que muitos portugueses chamam casa", sublinhou o chefe do Governo, afiançando que a situação está sob vigilância atenta das autoridades de Lisboa.
O país da América do Sul foi abalado na passada quarta-feira por dois sismos de grande intensidade. De acordo com o mais recente balanço provisório emitido pelas autoridades de Caracas, os abalos provocaram pelo menos 32 vítimas mortais e mais de 700 feridos.
Segundo os relatórios do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro sismo registou uma magnitude de 7,2 na escala de Richter, ocorrendo a escassas centenas de quilómetros da capital. Pouco tempo depois, um segundo sismo ainda mais violento, de magnitude 7,5, fez-se sentir, desencadeando cerca de duas dezenas de réplicas que espalharam o pânico na região.
O cenário é particularmente crítico na zona costeira de La Guaira, a norte de Caracas, onde se contabiliza a derrocada e danos estruturais graves em dezenas de edifícios. Perante a gravidade da situação e para agilizar as operações de socorro e o apoio internacional, o Governo venezuelano já decretou formalmente o estado de emergência nacional.